Hoje é dia 20 de Dezembro de 2009. Eram 12 horas quando sai de casa em direcção ao pavilhão José Gouveia, estava a chover imenso.
Tinha a missão de fazer voluntariado num almoço oferecido, pela Barquinha da criança, a famílias carenciadas.
Caminhei lentamente, pois a vontade não é muita, está frio, chuva e não sei como irá ser nem o que tenho de fazer, muito menos como fazer…
Quando cheguei ao destino todos os meus pensamentos mudaram ao ver crianças e bebes de colo a chorar por comida, mães a empurrarem-se umas as outras para poderem saciar a fome aos próprios filhos, famílias completas e até mesmo casais de idosos que dificilmente se mexiam, todos numa fila em busca de alimentos.
O desejo de ajudar aumentou, entrei no pavilhão, procurei por uma t-shirt que me distinguisse como voluntária e comecei a ajudar as pessoas a sentarem-se organizadamente, enquanto a comida ia ser dividida em pratos.
Depois de todos se sentarem, começámos a distribuir o pão, a sopa, os sumos, prato principal e por fim a sobremesa.
É indescritível a sensação de ver como há realidades tão diferentes da nossa. Pessoas que “lutam” por comida enquanto nós por vezes “lutamos” porque a escolha é muita e não damos valor ao que temos.
Foi muito gratificante fazer voluntariado neste dia, sentir que pequenos gestos podem fazer grandes diferenças, como por exemplo, oferecer um prato de sopa a uma criança, que estava a chorar, fez com que no fim recebesse um abraço e beijinhos de agradecimento.
Toda esta experiência foi benéfica para todas nós, porque tivemos direito a realidades diferentes e por vezes dolorosas, pessoas que agradecem um bocado de pão e ainda nos sorriem e outras que recebem o pão e a sopa e exigem mais, tornando-se egoístas com o resto que ainda não tinha comido.
No fim do almoço, tivemos direito a refeição, ao concerto do avô cantigas e dos Flor de Lis.
Tinha a missão de fazer voluntariado num almoço oferecido, pela Barquinha da criança, a famílias carenciadas.
Caminhei lentamente, pois a vontade não é muita, está frio, chuva e não sei como irá ser nem o que tenho de fazer, muito menos como fazer…
Quando cheguei ao destino todos os meus pensamentos mudaram ao ver crianças e bebes de colo a chorar por comida, mães a empurrarem-se umas as outras para poderem saciar a fome aos próprios filhos, famílias completas e até mesmo casais de idosos que dificilmente se mexiam, todos numa fila em busca de alimentos.
O desejo de ajudar aumentou, entrei no pavilhão, procurei por uma t-shirt que me distinguisse como voluntária e comecei a ajudar as pessoas a sentarem-se organizadamente, enquanto a comida ia ser dividida em pratos.
Depois de todos se sentarem, começámos a distribuir o pão, a sopa, os sumos, prato principal e por fim a sobremesa.
É indescritível a sensação de ver como há realidades tão diferentes da nossa. Pessoas que “lutam” por comida enquanto nós por vezes “lutamos” porque a escolha é muita e não damos valor ao que temos.
Foi muito gratificante fazer voluntariado neste dia, sentir que pequenos gestos podem fazer grandes diferenças, como por exemplo, oferecer um prato de sopa a uma criança, que estava a chorar, fez com que no fim recebesse um abraço e beijinhos de agradecimento.
Toda esta experiência foi benéfica para todas nós, porque tivemos direito a realidades diferentes e por vezes dolorosas, pessoas que agradecem um bocado de pão e ainda nos sorriem e outras que recebem o pão e a sopa e exigem mais, tornando-se egoístas com o resto que ainda não tinha comido.
No fim do almoço, tivemos direito a refeição, ao concerto do avô cantigas e dos Flor de Lis.
Maria João
Flor de Lis - Em todas as ruas do amor (Gravado no dia 20 de Dezembro)


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